No setor da moradia, apenas 25% da verba foi usada no ano passado e Bolsonaro não gastou nenhum centavo em habitações populares entre 2020 e 2021
0
0
São Paulo – O desmonte de políticas públicas, nos mais de três anos do governo Bolsonaro, é sentido pelos brasileiros todos os dias. De acordo com o levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgado na última segunda-feira (11), vários setores foram atingidos pela falta de recursos durante o atual governo, como a educação, moradia e saúde.
No falso dilema entre proteger a vida ou a economia, Jair Bolsonaro falhou nas duas. O Brasil ficou apenas em 21º lugar na lista de crescimento econômico em 2021, além de ter a segunda maior taxa de mortes pela covid-19 no mundo. O levantamento do Inesc mostra que, em 2021, o pior ano da pandemia, os recursos para enfrentar o vírus caíram 79%. Para piorar, a saúde perdeu R$ 10 bilhões, entre 2019 e 2021.
“A gente olha para oito áreas de garantias de direitos humanos em políticas públicas, em todas houveram um desmonte nas instituições e nessas políticas. É muito preocupante a saúde continuar perdendo recursos no meio de uma crise, ainda mais com uma demanda represada”, afirma a assessora política do Inesc, Livi Garbase, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, da TVT.
A execução financeira da promoção da igualdade racial, medida alocada no Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado por Damares Alves até o fim de março, diminuiu mais de 8 vezes entre 2019 e 2021, segundo a pesquisa. Além disso, os recursos gastos com ações voltadas para as mulheres na pasta caíram 46% nesse mesmo período.
Educação e moradia abandonados
No setor da moradia, apenas 25% da verba foi usada no ano passado e Bolsonaro não gastou nenhum centavo em habitações populares entre 2020 e 2021. Já nas políticas ambientais também houve dificuldade para executar o orçamento disponível nos últimos três anos. O instituto aponta que isso é resultado da falta de pessoal e da nomeação de pessoas sem experiência e capacidade para cargos de confiança com responsabilidade de conduzir a política de fiscalização territorial.
De acordo com Evaniza Rodrigues, coordenadora da União dos Movimentos de Moradia (UNMP) o desmonte de Bolsonaro nas políticas públicas é intencional. “Houve uma decisão desse governo de não ter programas habitacionais para famílias de baixa renda, porque para esses programas é necessário você colocar recursos do orçamento da União. A única coisa mantida foi o financiamento com o FGTS, que é um dinheiro dos trabalhadores. Há grande vazio na política de habitação para as famílias mais baixa renda no país desde 2019″, disse ela.
Nem a educação foi poupada dos cortes e os investimentos caíram R$ 8 bilhões, entre 2019 e 2021. “Algumas áreas que seriam importantes para a volta às aulas, depois da pandemia, também tiveram cortes. Dinheiro para estrutura das escolas, investimentos em pesquisas e até para universidades. A gente acredita que são áreas importantes para manter ou aumentar os seus orçamentos com a retomada das aulas”, acrescentou Livi.
O Inesc considera que estamos uma “década perdida” e, para que não haja ainda mais retrocessos, o instituto sugere o fim do teto de gasto, entre outras medidas. “Seria muito importante para o Brasil que revisasse suas regras fiscais, entender o papel do Estado como indutor econômico e aumentar a participação social no orçamento”, acrescentou a assessora política da entidade.
Corrupção de sobra
Enquanto as áreas sociais enfrentam com a falta de investimento do governo Bolsonaro, empresas têm lucrado cada vez mais com a gestão federal. Na última segunda, a Folha de S.Paulo revelou que a empreiteira Engefort tem conquistado a maioria das concorrências de pavimentação do governo atual em diferentes licitações nas quais participou sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada registrada em nome do irmão de seus sócios.
A construtora, com sede em Imperatriz, sul do Maranhão, explodiu em verbas na atual gestão e sob Bolsonaro foge de sua tradição ao obter também contratos para asfaltamento longe de sua base. Até agora, o governo reservou cerca de R$ 620 milhões do Orçamento para pagamentos à empresa —o valor total já quitado a ela soma R$ 84,6 milhões.
“A corrupção sempre foi uma marca do governo Bolsonaro. O caso Queiroz é um exemplo disso. No primeiro momento, houve uma blindagem da grande mídia para evitar essa marca. Mas houveram os mais diversos escândalos ao longo dos quatros anos, entre eles a propina da vacina. A situação não é mais grave porque a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão inoperantes, se não teríamos muita gente presa já”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-SP), em entrevista à TVT.
Além disso, o presidente Jair Bolsonaro já gastou R$ 1,7 milhão para criar um gabinete de despacho, localizado no Palácio da Fazenda, no centro do Rio de Janeiro. Porém, não foi usado pelo presidente até hoje, com quase quatro anos de governo. O local já consumiu o valor milionário só em salários dos servidores à espera de despachos presidenciais, que nunca ocorreram. Ao todo quatro funcionários trabalham no escritório criado para Bolsonaro.
Ricardo Antunes adverte sobre os efeitos nefastos da aprovação do PL dos Aplicativos para a classe trabalhadora em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos.
Instituto Humanitas Unisinos entrevista Ricardo Antunes
No Brasil de 2023,...
Ministério da Gestão propõe aumentar benefícios e negociar aumentos com cada categoria separadamente
Vinicius Konchinski
Brasil de Fato | Curitiba (PR) |
Técnicos, docentes e estudantes do campus São Paulo do IFSP se reúnem no primeiro dia...
Com apenas os EUA e Israel votando não, essa é a 31ª vez consecutiva que a ONU exige que os EUA terminem o bloqueio
Gabriel Vera Lopes
Habana (Cuba) |
02 de Novembro de 2023 às 16:40
Bruno Rodriguez na ONU - Misión...
Para o presidente, é preciso se perguntar o que leva os homens a serem “tão baixos e canalhas” a ponto de agredir uma “companheira”. Ele também clamou pelas crianças vítimas da guerra em Gaza: “Pelo amor de Deus, parem”
Por Tiago Pereira, da RBA
Publicado 31/10/2023 -...
Presidente sanciona projeto que atualiza regras para empréstimos no país, mas proíbe buscas e apreensões extrajudiciais
Mateus Coutinho
Brasil de Fato | Brasília |
31 de Outubro de 2023 às 11:40
Presidente Lula seguiu...
A marcha da cultura Hip-Hop, que marca os 50 anos do surgimento no mundo, acontece neste domingo (29), a partir das 13h, com concentração no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. A caminhada seguirá em direção ao evento “Rap in Cena”, no Parque da Harmonia, e tem como objetivo chamar a...
Enquanto idosas eram soltas, israelenses matavam mais 700 e provocavam “noite sangrenta”, segundo o grupo palestino Redação
Lifshitz, de 85 anos, passou 17 dias em cativeiro, após cruzar uma rede de túneis que parecia uma "teia de aranha" - Erik Marmor /...
Após reunião com Lula, ministro do Trabalho disse que PL sobre saque-aniversário do FGTS também deve ser finalizado
Cristiane Sampaio
Brasil de Fato | Brasília (DF) |
Luiz Marinho assumiu Ministério do Trabalho e Emprego em janeiro de 2023 - Foto: Valter...
Central renovou a diretoria e aprovou plano de lutas para os próximos quatro anos, incluindo marcha a Brasília no ano que vem
Por Vitor Nuzzi, da RBA
Reprodução
No encerramento do Concut, quase 2 mil delegados aprovaram o plano de lutas para os próximos quatro...
Novato na política vence Luisa González, candidata de Rafael Correa, e vai governar até maio de 2025
Julio Adamor
Botucatu | São Paulo |
Equatorianos comemoram vitória de Noboa nas ruas de Guaiaquil: presidente eleito terá mandato curto - Gerardo Menoscal /...
Lula articula com governos de Israel e Egito o resgate de brasileiros na Faixa de Gaza. Governo federal já repatriou cerca de 500 brasileiros
Por Redação RBA
Publicado 13/10/2023 - 10h40
Divulgação/FAB
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ordenou a...
CUT – Instância máxima de deliberação da Central Única dos Trabalhadores, o Congresso Nacional da CUT (CONCUT) que ocorre a cada quatro anos, terá a sua 14ª edição realizada de 19 a 22 de outubro, em São Paulo.
É no CONCUT que são aprovadas as resoluções políticas, organizativas e sindicais...