Brasil reduz compra de fertilizantes, depois do boom, por Luís Nassif

01/08/2023 10:16
 

A guerra poderá afetar os mercados. Em relação à Rússia, as maiores importações são de fertilizantes e de produtos petrolíferos refinados.

Portanto, ressalta-se a necessidade estratégica de se manter as unidades de fertilizantes nitrogenados funcionando, com independência e soberania. – Giorgia Prates

Nos últimos 12 meses, o Brasil reduziu ligeiramente sua dependência de fertilizantes da Rússia. O volume total acumulado de 12 meses caiu de US$ 5,6 bilhões em junho de 2023 para US$ 4,2 bilhões em junho de 2022.

No mesmo período, houve um leve aumento das compras do Canadá, Estados Unidos e Arábia Saudita.  

 

Comparando com 10 anos atrás, observa-se uma leve redução do percentual comprado do Canadá – de 47% para 42%. A Rússia manteve os 29% do total importado. Os Estados Unidos caíram de 16% para 10%. A China foi de 8% para 14%. E, dez anos atrás, não se comprava da Arábia Saudita.

De qualquer modo, nos últimos meses houve uma redução da pressão compradora do Brasil.

A guerra poderá afetar os mercados como um todo. Mas, em relação à balança comercial com a Rússia, as maiores importações são de fertilizantes e de produtos petrolíferos refinados.

Mesmo assim, a Rússia responde por apenas 13% das importações brasileiros de produtos petrolíferos refinados. Mesmo assim, em 12 meses houve um salto expressivo de 345,6% no crescimento das compras de petróleo refinado da Rússia.