Página inicial > Assembleia Geral da ONU aprova resolução contra o bloqueio dos EUA a Cuba
Assembleia Geral da ONU aprova resolução contra o bloqueio dos EUA a Cuba
03/11/2023 08:06
Com apenas os EUA e Israel votando não, essa é a 31ª vez consecutiva que a ONU exige que os EUA terminem o bloqueio
Gabriel Vera Lopes
Habana (Cuba) |
02 de Novembro de 2023 às 16:40
Bruno Rodriguez na ONU - Misión Permanente de Cuba ante Naciones Unidas - X
Por extraordinária maioria, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (2) uma resolução que exige o fim do bloqueio econômico e comercial imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há mais de seis décadas.
O pronunciamento, que vem sendo adotado anualmente há 31 anos, foi aprovado por 187 países, contando apenas com uma abstenção (Ucrânia) e a oposição dos Estados Unidos e de Israel, que todos os anos votam contra.
A votação ocorreu logo depois que o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, tomou a palavra para denunciar frente à assembleia que o bloqueio "viola o direito à vida, à saúde, à educação e ao bem-estar de todos os cubanos".
Nesse sentido, denunciou que "o bloqueio é um ato de guerra econômica em tempos de paz, com o objetivo de anular a capacidade do governo de atender às necessidades da população, criando uma situação de ingovernabilidade e destruindo a ordem constitucional".
Rodriguez concentrou suas críticas à política dos EUA afirmando que o bloqueio afeta principalmente a população cubana, pois são "as famílias do país que sentem a escassez, os preços excessivos e os salários desvalorizados". Ele também afirmou que "o governo dos EUA está mentindo quando afirma que o bloqueio não impede o acesso a medicamentos e equipamentos médicos".
"Não é legal nem ético que o governo de uma potência submeta uma pequena nação a décadas de guerra econômica implacável a fim de impor um sistema político estrangeiro e reapropriar-se de seus recursos. É inaceitável privar um povo inteiro do direito à autodeterminação, ao desenvolvimento e ao progresso humano", acrescentou.
Ao final de seu discurso, o diplomata cubano afirmou que "o bloqueio não é responsável por todos os problemas que nosso país enfrenta hoje, como já disse o presidente Miguel Díaz-Canel. Mas quem negar seus efeitos gravíssimos e não reconhecer que ele é a principal causa das privações, carências e sofrimentos das famílias cubanas estará sendo falso".
Por sua vez, os Estados Unidos justificaram sua posição, por meio de seu vice-embaixador na ONU, Richard Mills, afirmando que o bloqueio financeiro e comercial imposto contra Cuba tem o objetivo de "fazer avançar a democracia e promover os direitos humanos e as liberdades" na ilha caribenha.
O que é bloqueio?
O bloqueio contra Cuba começou em 1960. Trata-se da política de cerco e asfixia econômica mais duradoura da história. Foi uma das primeiras reações do governo dos EUA contra o processo revolucionário que havia triunfado na ilha em 1959. Desde então, o bloqueio se tornou a peça central dos esforços de Washington para provocar o que chamam de "mudança de regime" em Cuba.
Desde então, os Estados Unidos têm implementado uma complexa rede de leis e sanções que buscam deliberadamente afetar a economia e o comércio cubanos. Durante esses mais de 60 anos, essas sanções unilaterais foram reforçadas em diferentes momentos históricos, a ponto de, atualmente, afetarem outros países ou empresas que desejam manter vínculos comerciais com a ilha caribenha.
O projeto de resolução apresentado por Cuba este ano tem como título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".
O documento informa que, de março de 2022 a fevereiro de 2023, "o bloqueio causou danos a Cuba, estimados na ordem de 4.867 milhões de dólares", o que equivale a perdas de 13 milhões de dólares por dia.
Assim, uma parte significativa da atual crise econômica e da escassez pela qual Cuba está passando tem sua principal explicação nos efeitos do bloqueio. "Estima-se que, na ausência do bloqueio, o PIB de Cuba poderia ter crescido 9% em 2022", afirma o documento.
O bloqueio é considerado uma violação da lei internacional e dos direitos humanos dos cubanos. As consequências do bloqueio atingem a totalidade da população cubana. Atualmente, estima-se que mais de 80% dos cubanos só conheceram uma Cuba com bloqueio.
O problema do bloqueio foi discutido pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU em 1992. Todos os anos, desde então, o mais alto órgão deliberativo da ONU tem exigido aos Estados Unidos que levantem seu bloqueio unilateral contra Cuba.
Por mais de 30 anos, os projetos de resoluções apresentados por Cuba contra o bloqueio foram aprovados por uma ampla maioria, sendo rejeitados apenas pelos Estados Unidos, Israel e alguns aliados circunstanciais.
No ano passado, a resolução que exigia o fim do bloqueio obteve uma maioria esmagadora de 185 votos a favor, dois contra (Estados Unidos e Israel) e duas abstenções (Ucrânia e Brasil).
Ricardo Antunes adverte sobre os efeitos nefastos da aprovação do PL dos Aplicativos para a classe trabalhadora em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos.
Instituto Humanitas Unisinos entrevista Ricardo Antunes
No Brasil de 2023,...
Ministério da Gestão propõe aumentar benefícios e negociar aumentos com cada categoria separadamente
Vinicius Konchinski
Brasil de Fato | Curitiba (PR) |
Técnicos, docentes e estudantes do campus São Paulo do IFSP se reúnem no primeiro dia...
"Entre Vistas" trará toda terça, às 21h, personalidades das mais diversas áreas, como política, cultura, educação e esportes. Secretária de Educação de MG, Macaé Evaristo, é convidada da estreia
por Redação RBA publicado 13/11/2017 19h08, última...
Crédito: foto - EcoDebate
Pesquisa nacional: algas unicelulares são usadas para despoluir esgoto e produzir adubo
13 de Novembro de 2017
Objetivo é resolver o problema de gestão de resíduos que hoje é gerado pelo próprio processo de tratamento de esgoto
Uma parceria entre pesquisadores...
Crédito: foto - Observatório das Águas
O uso sustentável da água
10 de Novembro de 2017
Brasil é considerado como um país rico em água e, ao mesmo tempo que é um privilégio ter uma rica rede de drenagem, também...
Nota da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Sem alarde, o diário oficial publicou nesta segunda-feira (6/11) a aprovação de um agrotóxico extremamente tóxico para a saúde humana: o Benzoato de Emamectina. São vários os motivos da nossa indignação com esta decisão:
Em 2010,...
Crédito: foto - Conexão Planeta
Plantas podem ser solução mais eficiente para limpeza de rios urbanos
09 de Novembro de 2017
Estudo realizado por pesquisadora da USP mostra que há uma grande variedade de...
FAMA 2018
Falta de água afeta mais as mulheres: políticas públicas devem incluir mulheres na tomada de decisões
Crédito: foto - DepositPhotos
Falta de água afeta mais as mulheres: políticas públicas devem incluir mulheres na tomada de...
Crédito: foto - Fellipe Abreu e Luiz Felipe Silva
Região no deserto chileno tira água do ar sem gastar energia
06 de Novembro de 2017
Na falta de chuvas, ninguém precisa passar sede. E nem depender da...
Crédito: foto - Observatório do Clima
Petróleo no mar deixa peixes com síndrome de “Dory”
31 de Outubro de 2017
Estudo revela o efeito nefasto de pequenas quantidades de petróleo no sistema nervoso de espécies que vivem em corais – e a ameaça a todo o ecossistema
Dory é aquela peixinha...
Chega de aceitar as desculpas do governo para desmontar o estado e o serviço público.
Não aceitamos mais ataques aos servidores.
É hora de agir!
Vem para a Assembleia Geral Extraordinária na próxima terça-feira, 24/10, 9h, no
auditório do City Hotel, (R. José Montaury, 20).
Em reunião no dia 18, a ARLANXEO ofereceu 1,73% de reajuste salarial, que já foi rejeitada no RJ e em PE. Com as empresas OXITENO, INNOVA e BRASKEM, a reunião será na quarta-feira, dia 25.
No último dia 18 houve reunião com a ARLANXEO (Data Base setembro), quando a empresa apresentou...