FOTO : Francisco Proner Ramos

Lula canta “Gaúcho de Passo Fundo” e diz que termina caravana em Curitiba: “quem não deve não teme”

 

24 março, sábado, 2018 às 9:17 am

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Lula em São Leo

Lula em São Leo

Sul21 - No meio da fala pública que realizou na noite desta sexta-feira (23), diante de 15 mil pessoas no centro de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva puxou versos do cantor Teixeirinha. A música era Gaúcho de Passo Fundo. Ele arrematou: “…e trato todo mundo com o maior respeito”. “Não é assim? Era só isso que eu queria cantar lá hoje”.

A referência foi à movimentação de sindicatos rurais e políticos de direita da cidade da região norte do Estado que barraram a chegada da caravana petista. A primeira vez desde que Lula começou suas viagens pelo Brasil, no ano passado. Os problemas na região norte atrasaram os planos da viagem. Por questões de segurança, recomendação da própria Brigada Militar, o ato na cidade teve de ser cancelado. Lula disse não ter se surpreendido.

“Eu sou um cidadão bem informado. Eu tinha bastante conhecimento da situação do Rio Grande do Sul, sabia dos resultados eleitorais e venho acompanhando os discursos e comentários. Veja que eu resolvi fazer uma caravana não-eleitoral. Senão, eu teria escolhido as dez maiores cidades do Estado e fazer atos como esse. Escolhi a região menos habitada demograficamente”.

A decisão de concorrer à Presidência este ano, segundo ele, também estaria embalada em não aceitar “a raiva e o ódio” que estariam estabelecidos na sociedade brasileira. E que se conseguir se registrar como candidato, sem medo de ser ufanista, ganha no primeiro turno.

“Será que eles não aprendem a jogar o jogo democrático? Eles acham que são bons? Ora, disputem as eleições. Coloquem um monte de candidatos e elejam. É o [Michel] Temer (MDB)? Que seja o Temer, não tem problema. É o [Geraldo] Alckmin (PSDB)? É o Bolsonaro (PSL)? Não tem problema. Só não pode ser a Manuela [D’Ávila, PC do B] e o [Guilherme] Boulos (Psol) que nós vamos estar juntos em algum momento. Indiquem quem quiserem e vamos para a disputa”. Sem comentar o julgamento do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) ou o acordo de adiar uma decisão a respeito dele até o dia 4 de abril, Lula ironizou sobre o fim da sua caravana na região Sul do país.

“Vou terminar minha caravana na Boca Maldita, no centro de Curitiba. Vou fazer isso porque aprendi desde pequeno: quem não deve não teme. Quem é honesto, não baixa a cabeça”. A capital paranaense é a origem dos processos da Lava Jato contra ele e onde boa parte dos políticos presos é mantida. Inclusive o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB). Na fala em São Leopoldo, uma das cidades gaúchas onde o PT conquistou prefeitura em 2016, com Ary Vannazi, Lula deu uma amostra de que pretende seguir o slogan do governo interrompido de Dilma Rousseff (PT), com foco na educação.

“Quero voltar a ser candidato para provar que é possível fazer mais educação, que é possível fazer mais saúde. Eles que se preparem porque eu vou federalizar o ensino médio nesse país. Se vai custar dinheiro, ótimo. Eu tenho dito todo dia que educação não é gasto, é investimento. Eles sabem que vamos voltar a gerar emprego”.

Dilma também se pronunciou em ato de São Leopoldo | Foto: Fernanda Canofre/Sul21

“Eles têm medo do voto como o diabo tem da cruz”

A manifestação no norte do Estado repercutiu nas falas de vários deputados e do senador Paulo Paim (PT). Para Dionísio Marcon (PT), deputado federal que vem do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), a luta de classes ficou evidente no episódio de Passo Fundo.

“Para mim, o agronegócio atrasado, raivoso, o bolsonarismo está se articulando no Estado. Isso mostra que a luta de classes está cada vez mais em evidência no Rio Grande do Sul e no Brasil. Aquilo que aconteceu em Passo Fundo, São Borja, Santa Maria, Palmeira das Missões e Bagé são os que financiaram suas máquinas com programas do governo Lula e Dilma, não pagaram e sabem que Lula vai fazer eles pagar”, disse ao Sul21.

Olívio Dutra, ex-governador do Estado e primeiro petista a governar o RS, que acompanhou Lula durante a semana, disse que “a caravana acendeu um rastilho de cidadania”. Ele voltou a defender a candidatura do ex-presidente, de quem foi ministro.

“Quem tem que decidir é povo, somos nós, com o voto direto. Esses que deram o golpe, que chamam pelo nome de impeachment, querem prosseguir e querem uma democracia mendiga. Eles têm medo do voto como o diabo tem da cruz”, disse ele sob aplausos. “Estão tentando tudo com vilania política, como descaracterizar o processo coletivo”. Ele recomendou que é preciso “não afrouxar o garrão e não baixar a guarda”.

Dilma defendeu que o golpe que terminou com seu governo foi dado para “destruir o PT e suas lideranças”. “PSDB golpista e PMDB golpista não têm voto nesse país. Criaram o monstro da extrema-direita. Monstro que, votando pelo meu impeachment, defendeu um torturador e a tortura. Crime inafiançável em qualquer lugar do mundo”, lembrou ela citando o voto de outro presidenciável, Jair Bolsonaro.

Na tentativa de inviabilizar uma candidatura de Lula, segundo ela, “inventaram o lawfare”. Manobras jurídicas para atacar alguém. “Não queremos privilégio, mas não aceitamos perseguição. Apartamento não é de Lula”, afirmou, se referindo ao processo que condenou o ex-presidente a 12 anos de prisão, em janeiro.

Aline com a mãe Carmen e seus dois diplomas | Foto: Fernanda Canofre/Sul21

Os canudos de diplomas

A educação, aliás, foi a política mais lembrada no ato, pelas pessoas que foram ao ato “para agradecer” ao ex-presidente.

Um jovem, professor do Estado, filho de metalúrgico, contou que depois de estudar em um Cefet – atualmente os Institutos Federais, estabelecidos por Lula em seu segundo mandato – chegou em casa decidido a fazer uma faculdade. O pai pediu que ele não pensasse assim, que se preparasse para entrar no chão de fábrica. Nesta sexta, o rapaz entregou de presente para Lula o diploma, que conseguiu graças ao ProUni.

Outra professora da rede estadual, Aline Bernardes da Silva, foi ao ato com a mãe, que sempre militou no Partido dos Trabalhadores. Aline levou os dois canudos e um cartaz onde agradecia a chance a Lula. No caso dela, o Fies foi o que garantiu a chance de estudar numa instituição privada.

“Graças aos programas de democratização da educação que eu consegui meus dois diplomas. O que me traz aqui é esperança que a gente consiga fazer as pessoas enxergarem que precisamos parar de excluir. Precisamos incluir a todos. Todas as pessoas têm direitos”.

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Veja mais fotos de Fernanda Canofre – Sul21


 

 
Fonte: Fernanda Canofre – Sul21 

 

 

A Anglo American e o novo crime da mineração na bacia do rio Doce

Na manhã desta segunda-feira (12) uma tubulação de mineroduto rompeu no município de Santo Antônio do Gama, na região da Zona da Mata de Minas Gerais. O rompimento atingiu o ribeirão Santo Antônio, que integra a Bacia do Rio Doce, já contaminada com a lama da Barragem de Fundão rompida em 5 de novembro de 2015 e que pertence a Samarco, Vale e BHP Billiton.

“O duto que rompeu tem menos de 6 anos de construção semelhante a situação da Samarco é uma obra recente que mostra como a aposta na expansão desmedida causa danos irreversíveis à sociedade”, declara Letícia Faria, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

O duto de 529 quilômetros, pertence à mineradora Anglo-American e integra ao Sistema Minas-Rio, que transporta minério de ferro do município de Conceição do Mato Dentro (MG), ao porto de Açu, na cidade de São João da Barra (RJ). “O MAB já vem denunciando o descaso da Mineradora na região. A região já apresenta escassez de água e agora um manancial foi atingido com minério que contém materiais pesados”, denuncia a representante. 

A captação de água feita pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa),  foi interrompida na cidade de Santo Antônio do Gama.  O rio Santo Antônio é afluente do Rio Casca, que passa por doze municípios e deságua no rio Doce. Por fotos divulgadas por moradores, o Ribeirão apresenta cor avermelhada.

“Eis que mais uma vez está provada de uma maneira trágica e criminosa que a mineração da forma que está organizada será somente fonte de exploração desmedida, destruição da natureza e das condições de trabalho e saúde das populações”, afirma Leticia Faria.

Neste mês de luta internacional pelos direitos dos atingidos, devemos reafirmar na linha do Fórum Alternativo Internacional da Agua (FAMA) que é preciso questionar profundamente este modelo que coloca água em dutos misturados com amido unicamente para garantir lucros para uma grande empresa. E o resultado são tragédias como estas que devem ser denunciadas e estas empresas combatidas.

Fonte: www.mabnacional.org.br/noticia/anglo-american-e-novo-crime-da-minera-na-bacia-do-rio-doce-0

 

 

www.fama2018.org/portal/fama-2018/

 

 

Aconteceu no dia 30 de outubro no salão da Paróquia da Igreja Pompéia em Porto Alegre o Lançamento do Comitê Estadual do FAMA – Fórum Alternativo Mundial da Água. Estiveram presentes várias organizações sindicais e organizações dos movimentos sócias do Brasil, destacamos a presença internacional da Sra. Carmen Soza militante social do uruguai, além da exposição dos palestrantes que o público em geral pode acompanhar ao vivo pela página do Fórum da Igualdade sendo que todo este conteúdo está lá basta acessar .www.facebook.com/forum.daigualdade/.

Um dos objetivos deste comitê que além de integrar a luta do FAMA nacional pretende ser perene no tempo em defesa da água pública e de qualidade e uma das tarefas será a criação de comitês nas regiões polos do Rio Grande do Sul assim como fez Pelotas no lançamento de seu comitê no dia 26 de setembro. Nossas reuniões serão sempre as quartas feiras sempre na segunda quarta de cada mês .

 

 

 

 

OXITENO: FISCALIZAÇÃO DA SRTE/RS

PUBLICADO: 


20 de junho de 2017

 

No dia 13 deste mês, auditores da SRTE-RS (Su­perintendência Regional do Trabalho e Emprego), realizaram fiscalização na empresa Oxiteno, junta­mente com o Sindipolo e a CIPA que foram convida­dos a participar.

No ato da fiscalização, a SRTE solicitou docu­mentações relativas a NRs, Planos de Manuten­ção, relatórios de caldeiras, CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) entre outros documentos inerentes para as condições de trabalho. Após, se­guiu para as áreas de produção da empresa, onde percorreu a unidade de compressores – C 415 A e B e C 416; de refrigeração do processo e caldeiras B 6310 e B 6360; Unidade de Reconcentração de Áci­do Sulfúrico – Área U 420 SCHOTT; pelo local onde ocorreu o acidente de vazamento no final de 2016, envolvendo a Bomba G712 – planta piloto. Também passou pela Oficina de Manutenção e vestiários.

Nesta fiscalização, foi ob­servada a presença de ruído intenso em algumas áreas da planta industrial, merecendo atenção sobre este risco físi­co; melhor cumprimento da NR 20 no que diz respeito a fracionamento e rotulação de produtos. Na Oficina foram verificadas a necessidade de melhorias em tornos mecâni­cos e na ventilação/exaustão em fumos de solda, confor­me estabelece a NR 12. Outra questão foi a falta de higieni­zação das toalhas dos traba­lhadores, que deveriam ser fornecidas pela Oxiteno, pois as mesmas ficam expostas à contaminações das áreas in­dustriais.

Ficou evidente que a em­presa deu bons andamentos às demandas da fiscalização anterior realizada pelo SRTE. Um exemplo constatado nes­te acompanhamento foi que as tubulações das áreas estão sendo pintadas e melhor iden­tificadas conforme NR 26.

Entendemos que os pon­tos fiscalizados nesta nova atu­ação, são possíveis de serem atendidos pela Oxiteno, pois envolvem somente disposição da empresa e poucos recursos financeiros.

Para o Sindicato, as melho­rias nas condições do ambien­te de trabalho não se limitam apenas ao cumprimento das Normas Regulamentadoras e outros anteparos legais de proteção aos trabalhadores. Mas que as empresas, de uma forma geral, apliquem em seus programas, planejamentos, orçamentos, ou seja, na ges­tão como um todo, melhorias efetivas na qualidade e segu­rança destas condições. Isto é um respeito à vida e saúde dos trabalhadores petroquímicos, sejam diretos ou terceiros.

fonte: https://www.sindipolo.org.br/2017/06/oxiteno-fiscalizacao-da-srters/

 

 

Greve geral tem adesão e apoio históricos e ultrapassou os 35 milhões de 1989

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Fonte da foto :https://otrabalho.org.br/

 

 

 


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